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Empresas tentam dar contribuição a Rio+20
11/06/2012

A conferência Ethos Internacional 2012, que começa nesta segunda-feira em São Paulo, deve produzir uma das principais contribuições do setor empresarial para a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que se inicia nesta quarta-feira.

O evento vai apresentar uma lista de nove ações que as empresas signatárias se comprometem a tomar para ajudar na transição da economia brasileira para o que o instituto chama de economia verde, inclusiva e responsável (que não envolva corrupção). Junto com esses compromissos devem ser apresentadas também demandas aos chefes de Estado presentes na Rio+20.

"O que queremos dizer com isso é: vamos fazer tais e tais coisas para desenvolver a economia verde do Brasil, mas também queremos do governo que aprove ações que estão presentes no rascunho zero da Rio+20, e estão sendo debatidas pelas nações, para não perdermos oportunidades de negócio e competitividade", explica Jorge Abrahão, presidente do Instituto Ethos.

Entre os compromissos, o primeiro é "operar dentro dos limites dos sistemas naturais, aumentar a ecoeficiência e buscar a ecoefetividade, por meio da redução do consumo total e da intensidade de insumos (como água e energia) e materiais".

Em seguida, os empresários se propõem a ir além da inovação incremental - que apenas aperfeiçoa um produto, serviço ou processo - para fazer a chamada inovação disruptiva. Uma das críticas comuns que especialistas em economia verde, como o indiano Pavan Sukhdev e o brasileiro Ricardo Abramovay, vem fazendo ao processo de negociação da economia verde é que muitos países estão tratando o tema como uma mera questão de ter tecnologias verdes. E grupos da sociedade civil que vão participar da Cúpula dos Povos alegam que a economia verde é mais uma tentativa dos países ricos se imporem às nações em desenvolvimento.                       As informações são do jornal O Estado de S.Paulo .


Reciclar para quê?
Responsabilidade ambiental

CNO Rio+20
Prática pode gerar R$ 8 bilhões/ano para a economia brasileira
A produtora de eventos Renata Lara é daquelas pessoas que procuram viver em sintonia com o meio ambiente. Sem dramas ou incômodos, adotou hábitos em sua rotina, possíveis para qualquer pessoa. Ela consome o mínimo de produtos industrializados, separa o lixo orgânico do reciclável, reaproveita embalagens e mantém um minhocário em casa. Cuidados mínimos, mas necessários quando o assunto é o futuro do planeta.

Felizmente, Renata não está sozinha nessa mudança de comportamento. Nos últimos 16 anos, o número de municípios brasileiros que adotam coleta seletiva cresceu aproximadamente 540%, passando de 81 em 1994 a 443 em 2010, de acordo com pesquisa realizada pela associação Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre). Essa é uma realidade que tende a melhorar ainda mais nos próximos anos com a nova Política Nacional de Resíduos Sólidos. Aprovada em agosto de 2010, a Lei obriga os municípios a terem mais coleta seletiva, menos lixões e decreta o fim destes até 2014.

No entanto, independentemente de legislação, as providências tomadas pelos municípios fazem parte de um novo conceito: o gerenciamento integrado do lixo, que envolve diferentes soluções, como a reciclagem e a disposição dos rejeitos em aterros, desde que respeitando critérios ambientais.

Bom para o meio ambiente e melhor ainda para a economia. De acordo com projeção do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), uma vez explorado todo o potencial de reciclagem do Brasil, haverá um ganho em torno de R$ 8 bilhões por ano.

Mais do que uma questão financeira, é um assunto diretamente relacionado ao futuro da vida no planeta. A reciclagem colabora com a preservação de recursos naturais, proporciona o uso racional de energia e diminui a emissão de gases de efeito estufa. Cada um fazendo a sua parte, é menos lixo para os municípios processarem e mais saúde para todos.

Na prática, é o que Renata Lara faz com o minhocário, instalação doméstica usada para processar naturalmente alimentos orgânicos e transformá-los em adubo para hortas e jardins. "As cascas de frutas e legumes, por exemplo, não jogo fora, coloco no minhocário, elas se transformam em humus que uso para adubar as plantas, que ficam lindas", explica. A técnica chama-se compostagem e pode ser feita por qualquer pessoa em um espaço mínimo.

"Economia verde" pode gerar até
60 milhões de novos empregos, diz OIT
Metade da força de trabalho mundial será afetada pela 'ecologização'.
No Brasil, três milhões de empregos já teriam sido criados.


1 comentário A transição para uma economia mais verde poderia gerar entre 15 e 60 milhões de novos empregos em nível mundial nas próximas duas décadas e tirar dezenas de milhões de trabalhadores da pobreza, segundo um relatório produzido pela Iniciativa Empregos Verdes -uma parceria entre o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Organização Internacional do Trabalho (OIT), Organização Internacional de Empregadores (OIE) e a Confederação Sindical Internacional (CSI).

O relatório, divulgado na quarta-feira (3005), diz que pelo menos metade da força de trabalho mundial - o equivalente a 1,5 bilhão de pessoas - será afetada pela transição para uma economia verde e alguns setores devem ser os mais afetados: agricultura, silvicultura, pesca, energia, indústria manufatureira, reciclagem, construção e transporte.

Os empregos decorrentes da "ecologização" da economia já vêm sendo criados, segundo o estudo. No Brasil, teriam sido criados cerca de três milhões, respondendo por cerca de 7% do emprego formal. O estudo cita como exemplo a formalização e organização de entre 15 e 20 milhões de catadores informais na Colômbia, no Brasil e em outros países.

Um dos destaques em potencial de empregabilidade, diz o relatório, é o setor de energia renovável, que já emprega cerca de 5 milhões de trabalhadores, mais do que o dobro do número de empregos entre 2006 e 2010. Outra fonte de "empregos verdes" é a área de eficiência energética, particularmente na indústria da construção, o setor mais afetado pela crise econômica. Nos Estados Unidos, três milhões de pessoas têm empregos relacionados com produtos e serviços ambientais. Na Espanha, existem atualmente mais de meio milhão de empregos neste setor.

"A Conferência Rio +20 das Nações Unidas será um momento decisivo para
garantir que o trabalho decente e a inclusão social sejam partes integrantes de qualquer
estratégia de desenvolvimento futuro", disse o diretor geral da OIT Juan Somavia.

Florestas e recursos naturais
Apenas na União Européia, existem 14,6 milhões de empregos diretos e indiretos na proteção da biodiversidade e recuperação dos recursos naturais e florestas. Segundo o estudo, investimentos internacionais de US$ 30 bilhões por ano em redução de desmatamento e degradação das florestas poderiam sustentar até 8 milhões de empregos adicionais em tempo integral nos países em desenvolvimento.

O estudo afirma que é possível obter ganhos líquidos na taxa de emprego entre 0,5% e 2% do emprego total. Nas economias emergentes e países em desenvolvimento, os ganhos tendem a ser mais elevados do que nos países industrializados, porque os primeiros podem passar diretamente para a tecnologia verde em vez de substituir a infraestrutura obsoleta.
O relatório - publicado quase quatro anos após o primeiro estudo da Iniciativa Empregos
Verdes - analisa o impacto que a “ecologização” da economia pode ter sobre o emprego, a
renda e desenvolvimento sustentável em geral.a 'economia verde' pode "incluir milhões de pessoas, ajudando-as a superar a pobreza e proporcionando melhores condições de vida para esta e futuras gerações".

Políticas adequadas
O relatório diz que é preciso desenvolver políticas adequadas para produzir os empregos indicados. As frentes são variadas: promover e implementar processos de produção
sustentáveis ao nível das empresas, especialmente entre as pequeno e médias empresas; extender a proteção social com programas de suplementação de renda e
medidas de capacitação profissional; respeitar e ter como base as normas internacionais do trabalho e dos direitos dos trabalhadores.         Fonte G1 120612

Dilma inaugura na Rio+20 mostra sobre desenvolvimento sustentável
Presidente participa de cerimônia no Pavilhão Brasil.
Conferência debate 'economia verde' até o dia 22 deste mês.
Nathalia Passarinho
Do G1, no Rio

26 comentáriosA presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta (13), durante a inauguração do Pavilhão Brasil na Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que o Brasil é exemplo de que é possível crescer com sustentabilidade e pediu que "todos os países do mundo" assumam compromissos de proteção ao meio ambiente.

Dilma inaugura na Rio+20 mostra sobre
desenvolvimento sustentável
Presidente participa de cerimônia no Pavilhão Brasil.

A Rio+20 faz parte de um processo que começa com a Rio 92. Naquela época se colocou o meio ambiente na agenda internacional. Teremos que dar outra partida, outro início, um recomeço. Temos que provar que esse mundo que julgamos possível e real é também um mundo em que cabe um alerta, sobre a necessidade de um compromisso de todos os países do mundo”, afirmou.

Dilma defendeu ainda um modelo econômico que alie "preservação", "construção" e "crescimento". Segundo a presidente, as crises financeiras internacionais não podem prejudicar a busca pelo desenvolvimento sustentável. “Temos um desenvolvimento e modelo de desenvolvimento e não achamos correto mudá-los ao sabor das crises”, disse.

“O meio ambiente não é um adereço, faz parte da visão de crescer e incluir”, destacou, fazendo um alerta voltado aos países desenvolvidos. "Sobretudo durante crises, é importante que tenhamos consciência de que não tem desenvolvimento possível com base em ajustes que prejudicam pessoas, ajustes que prejudicam o meio ambiente e a biodiversidade."

Segundo Dilma, o país pode dar exemplo a outros emergentes. "Nós confluímos e convergimos para afirmar que os povos dos países emergentes, da África, da Ásia e da América Latina, que não partilharam dos frutos do desenvolvimento, possam partilhar através de um programa de inclusão social. Isso é possível fazer", afirmou. E destacou que o Brasil assumiu de forma voluntária compromissos de proteção ambiental. “Aqui [no Pavilhão Brasil] apresentamos exemplos concretos de como o Brasil cumpre seus compromissos, aliás assumidos de forma voluntária. Consideramos que a sustentabilidade é um dos eixos centrais da nossa concepção de desenvolvimento.”

Ela ressaltou que o Brasil tem conseguido reduzir a desigualdade social ao mesmo tempo em que diminui o desmatamento. “Desde 2004 nosso desmatamento reduziu 77%. [...] Temos 45% da nossa energia decorrente de fontes renováveis. Consideramos que nossa agricultura tem imensa capacidade de ser sustentável”, afirmou.

Dilma disse ainda que é “uma honra” para o Brasil sediar a Rio+20 e afirmou esperar que, durante a conferência, sejam firmados “objetivos importantes” para o futuro do planeta. “Nessa cidade que o poeta chamou de cidade maravilhosa, nós assistiremos ao longo dos próximos dias a discussão sobre o futuro que queremos para nós. O futuro que queremos para nossos filhos e nossos netos, e o presente que temos a responsabilidade de transformar.”            Fonte G1 130612

junho 12
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